Perdi o chão, verdade...
Mas fui ganhando sóis,
Céus,
E mais estrelas do que jamais poderia contar.
De cada vislumbre dos teus olhos de adeus...
Tantas feridas,
Que uma nova derme se formou.
De tanto bombear tristezas duras,
As válvulas,
Os átrios...
Meu coração se fortaleceu.
Maior ficou...
Saudade, eu sei...
É um veneninho que se toma
Dia-a-dia,
De golinho em golinho,
Mas não mata.
O tempo ensina que isso é normal,
É um dever dele correr.
Você que já me vem
Antes de tudo
Tatuado com a sua dor,
Não aceita que te tatuem amor...
O medo molda a forma que aceitamos viver.
Tem quem pule de cabeça,
Mesmo sem conhecer a profundidade do rio.
Tem quem não colha rosas,
Só pelo medo dos espinhos.
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