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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

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O tempo é extremamente curto e, ainda tem o tal silêncio.
A alma emudece e só os nossos corpos falam.
Uma língua que jamais entenderemos,
com palavras tão profundas que jamais iremos usar.
E os movimentos tornam-se versos
Que de tão lascivos
Dariam vergonha de declamar.

E então o suor de sua testa descerá pelo seu rosto
Você não saberá diferenciar
Lágrimas ou suor.
Seus ruídos entranhariam na minha memória
E entoariam nas noites solitárias.
Seu cheiro grudaria no meu corpo,
Estocado em cada poro de minha derme.
O seu gosto não sumiria de minha boca
E eu o  degustaria em cada instante de saudades.

E eu oraria, desesperadamente,
Por todos os meus dias
Para que todas essas sensações
E todos estes sentidos
Pudessem ser mais
Do que apenas

Uma louca utopia
Em busca do seu amor.

sábado, 4 de maio de 2013

Bem estava

Estava tudo bem até vestir um casaco com o seu cheiro, estava tudo bem e do casaco provinham fios do teu cabelo.
Estava tudo bem, mas havia o receio de que talvez não tivesse te esquecido. E as memórias pareciam se apagar apenas em torno das nossas histórias.
Estava tudo bem, mas talvez eu tenha te amado. E isso não era estar bem.
Era uma espécie de ancoramento perante um alarme falso.
Agora não conseguia içar a âncora. E eu à deriva em bravo oceano já não podia mais seguir em frente.
Estava tudo bem se eu atracasse em tua ilha? Estava tudo bem se fosse um mar de esquecimento?
Estava tudo bem sim e tudo era apenas um medo antigo. Não havia cheiro ou fios de cabelo pois antes que partisse, sem pena, varri de mim todos os teus vestígios.