sexta-feira, 20 de setembro de 2013

untitled 02

O tempo é extremamente curto e, ainda tem o tal silêncio.
A alma emudece e só os nossos corpos falam.
Uma língua que jamais entenderemos,
com palavras tão profundas que jamais iremos usar.
E os movimentos tornam-se versos
Que de tão lascivos
Dariam vergonha de declamar.

E então o suor de sua testa descerá pelo seu rosto
Você não saberá diferenciar
Lágrimas ou suor.
Seus ruídos entranhariam na minha memória
E entoariam nas noites solitárias.
Seu cheiro grudaria no meu corpo,
Estocado em cada poro de minha derme.
O seu gosto não sumiria de minha boca
E eu o  degustaria em cada instante de saudades.

E eu oraria, desesperadamente,
Por todos os meus dias
Para que todas essas sensações
E todos estes sentidos
Pudessem ser mais
Do que apenas

Uma louca utopia
Em busca do seu amor.

Um comentário:

  1. Vivi. Já é a segunda vez que eu leio um poema teu e me arrepio.. rs É uma sensação esquisita, mas boa. Mas o que eu ai dizer é que, nossa, estou começado a ficar sem palavras para teus poemas. Estão muito bons.

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