... Não, eu não quero voltar. Não.
Voltar neste caso é uma palavra que me causa aflição e vontade de correr para bem longe, no sentido total oposto do voltar.
Eu não deixei nada importante no meu passado.. E me felicitam as memórias que se embaralham confundindo o real e o faz de conta em mim.
É que feliz assim é bem difícil acreditar que no passado se chorou tanto, esmurrou tanto a ponta da faca e se insistiu naquele jogo de roleta russa as avessas onde no tambor do revolver espaço vago só havia um.
Rufem os tambores, pois quando apertei estava vazio. E era vazio mesmo... eu não sei onde vi o contrário.
Por isso o passado não apetece, não envaidece, não entristece...
Era só um monte de estorinhas cantadas para convencer, entorpecer, extorquir, usurpar...
O ser humano é ruim
Mas isso não me importa mais tanto assim
Eu nunca hei de participar disso.
Nem voltar para aquilo.
Meu caminho é só
de ida
e eu escolhi
fazer bem a mim
me respeitar
amar a quem me ama
cuidar de quem merece
respeitar
a quem merece respeito de perto
e
respeitar a distância de quem não merece respeito algum.
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Fiz este post em um outro blog meu, que é mais pessoal.. mas, acabei me envolvendo com o que escrevi. E gostei.. assim, resolvi compartilhar. Tomara que eu possa tocá-los com essas letras.
Roleta russa invertida...
ResponderExcluirÉ, acho que a vida é uma, e todos os dias, a droga do espaço vazio é o que para.
Adorei o texto, precisava comentar esse trecho...
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Beijos