quarta-feira, 31 de julho de 2013

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Este vazio silencioso da noite me traz à tona as páginas que não escrevi. Todas as palavras que deixei de riscar, por medo. Elas parecem rasgar as paredes de meu quarto em um átimo de fúria e vingança. Porém nunca caem. Não me oprimem fisicamente. Nada além da impotência e da desimportância. Mais um nada, mais um nulo. Uma repetição irrefreável que ninguém nota por não ousarem um segundo olhar. Será que era um grito de socorro? ...Tarde demais.
Um suicídio físico seria bem mais simples de limpar.

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