terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Era uma nuvem, uma capacidade de dissipar; reagrupar; reinventar enorme. 
Aparentemente, só maciez. Mas para si... Real existência? 
Não sentia.
E quando sentia, pesava, acinzentava, enegrecia e chovia. Precisava extravasar.
Nem todos os dias se via. Nem sempre que se via estava igual. Inconstante.
Enfeitava e enfeiava céus de dias que, dependendo de quem olhava, podiam ser qualquer coisa.Qualquer humor. Tomando formas e significados individuais. Vai saber... 
Era uma nuvem.
Ora grande, ora pequena. Ora era, ora não era.

( 06/12/2011 )
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2 comentários:

  1. Eis o futuro membro da academia brasileira de letras !
    Seus poemas tem um peso que eu não costumo ver por ai !

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  2. Cadê você? Moça sem solidão.
    Abraços.

    “Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)

    Convido para que leia e comente “ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ” no http://jefhcardoso.blogspot.com/

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