sexta-feira, 21 de junho de 2013

Me sirva um chá, Jonestown

Tomava de golinho em golinho a tristeza, apatia e uma amarga consternação cruel de ser incapaz de mudar os fatos.
Não era sempre, mas não tinha autonomia de si.
Um turbilhão em sua cabeça;
Decepções, frustrações, taxações, humilhação, impotência, embolo na garganta.
Um grito já velho nascendo. Prestes a morrer.

Queria apenas encontrar a paz;
Os ferros da janela impediram-a de voar.

4 comentários:

  1. Uma linha de construção um tanto quanto difusa .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pode ser pq eu escrevi de trás para frente..
      Mas, qual exatamente o sentido do emprego de difuso em sua afirmação? Disperso?

      Excluir
  2. Há algo disperso nesse poema em especifico . Já li outros poemas em que a linha de construção veio firme no começo e no final , mas esse veio fraco no começo disperso no final .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É que assim.. não é bem um poema.. eu nem compartilhei no facebook por causa disso.
      Isso não é um poema, é uma narrativa de um fato, escrita de forma dispersa, que fiz para me afastar do mal que eu me causo.
      É meio bizarro.. eu sei. Mas é isso, rs.

      Excluir