quinta-feira, 21 de março de 2013

Carta ao amor que se foi

 A falta está presente, de alma e meu coração. Lembranças que se recusam a sair, com sorte. Lembro, nos mínimos detalhes da tua voz, e com ela  as frases tuas que, muito provavelmente, jamais esquecerei, e do teu jeito de me desaprovar. Quando perdemos, até as partes que julgávamos ruins nos fazem falta...
Como um presságio de morte, lembro-me das demonstrações de afeto que me permiti, enfim, ter antes de perder nosso convívio.  Dos carinhos sem aviso. De dividir a madrugada, ambos com mal-estar, sentados no sofá da sala. Pequenos sinais, que nunca imaginaria significar um adeus.
Agora , tenho a comprovação que amor não esmorece. As lembranças não desvanecem. Nem memórias como teu cheiro, o tato do deslizar dos meus dedos em teus poucos e brancos cabelos, teu timbre único. A tua maneira doce, e que tanto me irritava, de trocar a última letra do meu nome.
A saudade é sufocante. A asfixia é inevitável. E a vontade de te ter aqui é imensurável. E dói tanto que torna-se maior do que a própria vontade de estar.
Mas o sorriso há de vingar nesse meu rosto, à celebrar agradecida, a chance que tive de ter desfrutado desse amor, ainda que hoje seja apenas lembranças e saudades.


~*~

Ainda que pequena, a minha homenagem para este segundo ano que vivo sem um pedaço do meu coração.

2 comentários:

  1. É realmente uma lembrança gostosa,mais que ainda machuca muito o nosso coração e vai macchucar para sempre.o conforto é que sei que um dia nos encontraremos.Hoje só nos resta a saudade daquele que fez tudo por nós.Amor,muito amor.

    ResponderExcluir
  2. Enfim você achou o seu caminho na escrita .
    Não tenha medo em expressar os seus sentimentos , desde que seja nessa forma ou em poesia .

    ResponderExcluir