quinta-feira, 14 de março de 2013

Antes a borda, que escrevo nessas linhas.

Da leveza de um sorriso, eu tirei a experiencia de sentir-me integrado à alguma coisa, e que seja qualquer coisa. Quando não nos encaixamos em nada, qualquer coisa pode ser a resposta.
Em poucos tempo, eu já não pertenço a mais nada.
Não sou mais ninguém.
Eu não me entendo, não me sustento, eu não me aguento.
De um hemisfério à outro de mim, tamanha discrepância.
Momentos em que sou ou deixo de ser o que costumava parecer.
Um súbito desespero, que levo comigo por onde quer que eu vá, me pergunta o que posso vir a me tornar; e no meu intimo eu não sei responder, isso engolfa a pouca esperança que me permito ter.
Essa ausência de respostas me toma de medo. E o que posso fazer é insistir em zelar por mim para não me perder.
Luto contra mim vigorosamente, sempre tentando me derrotar.
O defeito está em toda vez que saio vitorioso, sou obrigado a mais uma vez me ver derrotado.

(Imagem: diegoidef )

3 comentários:

  1. Sua palavras e sua poesia são o caminho .

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  2. Lindo poema apesar de dolorido.
    Obrigada pela visita querida.
    bjos

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  3. "Em poucos tempo, eu já não pertenço a mais nada.
    Não sou mais ninguém."
    é... sei bem como é

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