Em poucos tempo, eu já não pertenço a mais nada.
Não sou mais ninguém.
Eu não me entendo, não me sustento, eu não me aguento.
De um hemisfério à outro de mim, tamanha discrepância.
Momentos em que sou ou deixo de ser o que costumava parecer.
Um súbito desespero, que levo comigo por onde quer que eu vá, me pergunta o que posso vir a me tornar; e no meu intimo eu não sei responder, isso engolfa a pouca esperança que me permito ter.
Essa ausência de respostas me toma de medo. E o que posso fazer é insistir em zelar por mim para não me perder.
Luto contra mim vigorosamente, sempre tentando me derrotar.
O defeito está em toda vez que saio vitorioso, sou obrigado a mais uma vez me ver derrotado.
(Imagem: diegoidef )

Sua palavras e sua poesia são o caminho .
ResponderExcluirLindo poema apesar de dolorido.
ResponderExcluirObrigada pela visita querida.
bjos
"Em poucos tempo, eu já não pertenço a mais nada.
ResponderExcluirNão sou mais ninguém."
é... sei bem como é