sábado, 6 de agosto de 2011

E tudo é feito de hipótese


Nem que, depois de tudo isso,
Você abandone meus sonhos
E me deixe do mesmo jeito
E me lembre como antes: não muito
Nem que eu tenha que fazer explodir
Todas as vidraças de uma catedral
Ao gritar pela paixão em seu nome
E depois me prendam, internem,
Pois hei de ser chamada louca
Não me importo mais com isso
Há tanto tempo tenho estado presa
E não vou mais pensar tantas vezes
Pois meu amor por você
Tem sido cego de só um olho
Enquanto não consigo te fazer ver
Enquanto eu sigo um caminho qualquer
E vejo: são todos circulares, e acabam em você.
E voltam pra você, e eu saio,
E voltam...
E é como se meu chão, depois de tanto tempo,
Estivesse se juntando ao seu céu
E até hoje você é o único amor
Que eu nunca tive
E até hoje você é a inspiração
De um poema que nunca escrevi
Sobre o primeiro beijo que talvez
Eu vá roubar de ti...


Infelizmente o texto estava sem data, como a maior parte de tudo que faço, mas tenho quase certeza que é 2007.

2 comentários:

  1. Afinal, de que vale não se sentir mais tão sozinha, se a pessoa que está lá 'te completando' te faz se questionar: "ei, é realmente quem eu queria que fosse?".

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  2. Eu ainda acho que você dever reunir estes poemas e pôr num livro .

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