Otimista, a platéia grita.
Viva! Viva!
A atriz atua, mas na verdade morre.
Perde e recobra os sentidos várias vezes
No último sopro de vontade de sentir.
Mas não sente, e chora.
Os fãs lacrimejam a verdade da encenada tragédia.
Sem saber que é tragédia de verdade.
Todos aplaudem de pé. Prima obra!
Vida que esmorece a olhos nús
Sem nenhum ensaio
Um improviso impecável.
Otimistas, os olhos da platéia brilham.
Se faz um grande alvoroço
Entram num camarim, vazio.
Por detrás da grossa cortina vermelha
Ainda jáz a pálida atriz
Em tão perfeita atuação do próprio fim
Que seu corpo sequer ousa respirar.
~*~
Assim, cru mesmo, feito hoje, postado em seguida sem muitas cogitações. Sem paciência pra ilustrar o que já está rasgando a tela com as palavras acima.
oi :)
ResponderExcluirTu postou um coment no meu blog à séculos atrás, eu não postava a muuito tempo! Adorei teu blog :) Adoro ler *--* muito bom!
Então ressuscitei o blog, se quiser dar uma olhada... tá de cara nova :)
www.coisadelindsei.blogspot.com
Beijos!
"Os atores mentem para contar verdades..."
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